Redação |
Manifestações a favor da Palestina de meses atrás resultaram em mais de 40 sanções e 200.00€ em multas. A “Comissão Antiviolência” multa manifestantes que bloquearam “La Vuelta” em protesto pela presença de equipa israelita.
As manifestações pró-Palestina e contra a participação da equipa Israel-Premier Tech no “La Vuelta a España”geram agora uma onda de sanções administrativas na Galiza. De acordo com informações recolhidas em diferentes meios de comunicação, os incidentes nas etapas galegas resultaram em mais de 40 propostas de sanção, podendo o valor total das multas ultrapassar 200.000 euros.
As propostas de sanção são maioritariamente impulsionadas pela Comisión Estatal contra la Violencia, el Racismo, la Xenofobia y la Intolerancia en el Deporte, ao abrigo da Lei do Desporto. Os protestos mais notórios ocorreram durante as etapas que passaram por Monforte de Lemos e Mos, onde a intervenção dos manifestantes obrigou ao corte e mesmo ao encurtamento do percurso da corrida.
Na etapa 15 de Monforte de Lemos, que marcou a primeira passagem pela Galiza, foram propostas sanções para 14 pessoas, com um valor total de multas que ascendeu a 61.000 euros. As acusações incluíram “mover” os separadores da meta e “enfrentar-se os agentes”. Algumas multas individuais atingiriam 5.000 euros.
Na etapa 16, a forte presença de ativistas no Alto de São Cosme, em Mos, levou mesmo a organização da Vuelta a eliminar os últimos oito quilómetros, alterando o desfecho desportivo da jornada. A intervenção neste ponto do percurso também gerou um número significativo de propostas de multa, sendo que a maioria se situa entre os 3.001 e os 5.000 euros para infrações graves, além de possíveis proibições de acesso a recintos desportivos por períodos que podem chegar até um ano.
A controvérsia em torno destas sanções reside no facto de os ativistas considerarem as suas ações como parte do direito fundamental à manifestação, enquanto as autoridades enquadram os protestos como alterações graves à segurança e ao normal desenvolvimento de um evento desportivo internacional.
Alguns dos sancionados e os seus apoios anunciaram que irão recorrer das multas em tribunal, criticando a criminalização da sua mobilização contra o que consideram ser a apologia no desporto de um Estado genocida.


