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O Elevador da Glória, descarrilou na tarde da quarta-feira, por volta das 18 horas. O balanço oficial, confirmado pela Proteção Civil e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) é de 15 mortos e 23 feridos, cinco dos quais em estado grave. O funicular, que liga a Praça dos Restauradores ao Bairro Alto, tombou e embateu com violência contra um prédio.
Ainda não se sabe ao certo a causa do acidente mas a Polícia Judiciária já está no local a investigar a hipótese de um cabo de segurança ter-se rompido. A Carris, empresa responsável pela operação do funicular, já abriu um inquérito interno e, em comunicado, garantiu que a manutenção do elevador foi “escrupulosamente respeitada”. Contudo, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) veio a público revelar que os trabalhadores têm alertado sobre problemas na manutenção dos elevadores, incluindo a tensão dos cabos de sustentação, informação partilhada em diversos órgãos de comunicação social.
As operações de resgate das vítimas de diferentes nacionalidades, que envolveram o Regimento de Sapadores Bombeiros, o INEM e a Polícia de Segurança Pública (PSP), foram extremamente rápidas, segundo relatos de testemunhas. Foram resgatadas vítimas presas às ferragens, e os feridos foram transportados para os hospitais de São José, Santa Maria e São Francisco Xavier.
O Elevador da Glória, inaugurado em 1885 e considerado um Monumento Nacional em 2002, já havia sofrido um descarrilamento sem vítimas em 2018 devido a uma falha na manutenção. A Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) irá realizar uma ação de supervisão para investigar a fundo as causas deste trágico evento.


