Fonte: rr.pt |
Ibrahima Diack e Magette N´Diaye são agora “Filhos Adotivos da Cidade”.
Em 2021, Ibrahima Diack e Magette N´Diaye tentaram salvar um homem homossexual, que foi espancado até à morte. Como forma de homenagem, a cidade espanhola da Corunha atribuiu-lhes o estatuto de “Filhos Adotivos da Cidade”.
Esta segunda-feira, numa cerimónia oficial, Inês Rey, autarca da Corunha, reconheceu os atos de heroísmo dos dois homens naturais do Senegal.
Os dois homens foram os únicos a intervir em julho de 2021, quando Samuel Luiz foi atacado por um grupo que o pontapeou e esmurrou à porta de uma discoteca. Vídeos daquela noite trágica mostram outras pessoas a olhar e a filmar a situação de forma passiva, sem intervir.
“Os dois migrantes sem documentação foram os únicos que correram riscos físicos para salvar a vítima de um grupo de horror, o que dá muito para pensar e deixa uma série de lições”, disse Inês Rey.
Os migrantes senegaleses estavam a viver na cidade sem documentação e a fazer trabalhos ilegais, correndo risco de prisão e deportação.
Os dois homens referiram que apenas fizeram o que consideravam que estava correto, tentando parar a violência. Em frente a amigos e outros convidados, na segunda-feira, a presidente da Câmara Municipal entregou-lhes placas que lhes atribuem o estatuto de “Filhos Adotivos da Corunha”, permitindo a regularização da sua situação.
“Nós não somos heróis, apenas fizemos o que tínhamos de fazer”, disse N´Diaye, citado pela agência de notícias AFP.
Saiba mais na notícia original em: rr.pt


