rio minho visto de cima ensolarado

Rio Minho mais próximo de se tornar Reserva da Biosfera

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A candidatura é liderada pelo AECT Rio Minho contando com uma rede de parceiros de ambos os lados do rio Minho.AECT Rio Minho, estende-se por uma área de 3.312 km2 e uma população de aproximadamente 376 mil habitantes, concentrando 47% das travessias terrestres entre os dois estados.

Redação |

Projeto ECOFRONT_MINHO, com um investimento superior a 900 mil euros, servirá de base para a candidatura para a proteção do ecossistema minhoto.

O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho deu um passo decisivo para o reconhecimento do território comum a Galiza e Portugal. Está já em fase de aprovação a candidatura ECOFRONT_MINHO, uma iniciativa estratégica que servirá como o primeiro pilar na preparação da futura candidatura à prestigiada classificação de Reserva da Biosfera da UNESCO.

O diretor do AECT Rio Minho, José Manuel Vaz Carpinteira, reforçou a importância da cooperação estratégica na gestão deste ecossistema único. Segundo Carpinteira, a natureza do território exige uma visão unificada: “Estamos num território partilhado que exige decisões conjuntas e ambição partilhada”.

O também Presidente de Valença, sublinhou ainda que o projeto não é apenas uma diretiva administrativa, mas sim o resultado de um movimento que nasce da base local. A iniciativa “surge da vontade dos atores do território, que reconheceram no rio Minho um património comum que é necessário proteger e valorizar”, concluiu o diretor, enfatizando o compromisso das comunidades minhotas com a sustentabilidade da região.

O plano de ação do projeto assenta numa abordagem que combina o desenvolvimento de instrumentos de conhecimento, planeamento e coordenação técnica. Estas medidas serão reforçadas por campanhas de sensibilização e capacitação, desenhadas para gerar um impacto direto na preservação ambiental e na valorização do património natural, garantindo simultaneamente o envolvimento ativo das populações locais.

A candidatura é liderada pelo AECT Rio Minho, na qualidade de beneficiário principal, contando com uma rede de parceiros de ambos os lados do rio Minho. A entidades públicas e de cooperação como a Deputação de Ponte Vedra, AECT Galiza-Norte de Portugal e a Fundação Centro de Estudos Eurorregionais Galiza-Norte de Portugal, juntam-se outras vocacionadas para o desenvolvimento rural, a saber, a Associação de Desenvolvimento Regional do Minho, Associação de Desenvolvimento Rural Condado Paradanta e a Associação de Desenvolvimento Rural Galiza Sudoeste (Eu Rural). Por sua parte, o Governo galegoatravés da Direção-Geral de Património Natural, também integra o projeto como entidade parceira associada.

A área de atuação do AECT Rio Minho desenha um mapa de cooperação que une as duas regiões a norte e a sul do rio. Do lado português, o âmbito territorial abrange a Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, composta por 10 municípios: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.

Na margem galega, a estrutura integra os 16 concelhos do Baixo Minho, representados por Arbo, Caniça, Covelo, Crecente, Guarda, Mondariz, Mondariz-Balneário, Neves, Oia, Ponte Areias, Porrinho, Rosal, Salzeda de Caselas, Salvaterra de Minho, Tominho e Tui.

No total, AECT Rio Minho, estende-se por uma área de 3.312 km2 e serve uma população de aproximadamente 376 mil habitantes. Os números confirmam a relevância estratégica desta cooperação, sendo este o espaço partilhado mais movimentado entre os dois estados, concentrando 47% de todas as travessias terrestres entre ambos.

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