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Um manifesto em apoio à candidatura presidencial de António José Seguro reuniu assinaturas de profissionais do setor cultural. O documento, que conta com 509 subscritores, faz um apelo à adesão de todos os ‘amantes e defensores da liberdade, da cultura e da dignidade humana’.
Os signatários veem Seguro como o garantia da democracia e do estado social, destacando o seu compromisso com as liberdades individuais e com a proteção dos cidadãos mais vulneráveis e invisibilizados.
“Contra a tentação regressiva, afirmamos uma visão de futuro feita de criatividade, pensamento crítico e diversidade. Um futuro que reconheça que somos uma comunidade profundamente misturada, plural nas suas origens, múltipla nas suas expressões, e incomparavelmente mais rica por essa mesma mistura”, referem.
Os subscritores também alertam para a “normalização e crescimento do discurso de ódio” e uma “tentativa deliberada de reabrir feridas que a História já mostrou onde conduzem”, referindo que a Cultura “conhece bem estes sinais”, visto que “sempre foi a primeira linha de resistência contra o autoritarismo”.
O texto do manifesto continua afirmando “Sabemos que todas as derivas autoritárias começam pelo ataque à liberdade de expressão, pela desconfiança em relação ao pensamento crítico, pela perseguição simbólica ou real à diferença. Estas pretensas novas soluções apresentam-se muitas vezes disfarçadas de ordem, moral ou identidade, mas conduzem sempre ao mesmo destino: o silêncio imposto, a exclusão legitimada, a repetição do medo e o empobrecimento coletivo”.
O encerramento do manifesto apela à mobilização de todos os defensores da liberdade e da cultura, incentivando a divulgação do documento para que ‘a poesia saia à rua’. O objetivo é transformar este compromisso numa força coletiva capaz de superar o medo através da multiplicação de vozes e vontades.
Entre os subscritores do manifesto aparecem Afonso Cruz, Ana Pérez-Quiroga, Ana Vidigal, André Letria, António Jorge Gonçalves, Bárbara Guimarães, Benjamim, Capicua, Carolina Deslandes, Catarina Furtado, César Mourão, Cristina Branco, David Machado, Eduardo Madeira, Fernando Pinto do Amaral, Fernando Rocha, Francisco Moita Flores, Frankie Chavez, Gabriela Barros, Hélia Correia, Hugo Van Der Ding, Inês Meneses, Iolanda, Ivo Canelas, Joana Alegre, Joana Craveiro, Joana Santos, João Fazenda, João Monge, José Jorge Letria, José Pedro Gomes, Lena D’Água, Luís de Matos, Luís Filipe Castro Mendes, Luís Represas, Luísa Costa Gomes, Luísa Sobral, Madalena Sá Fernandes, Manel Cruz, Manuel Alegre, Manuela Azevedo, Marco Horácio, Margarida Gil, Maria do Céu Guerra, Maria do Rosário Pedreira, Maria Imaginário, Martim Sousa Tavares, Miguel Ângelo, Miguel Guedes, Noiserv, Nuno Artur Silva, Nuno Camarneiro, Nuno Markl, Paulo de Carvalho, Paulo Furtado, Ricardo Neves-Neves, Ricardo Pais, Rita Cabaço, Rui Horta, Rui Reininho, Rui Zink, Salvador Sobral, Sandra Barata Belo, Sandra Faleiro, Sérgio Godinho, Simão Cayatte, Tomás Wallenstein, Valete e Xutos & Pontapés.
Nos últimos dias, António José Seguro tem colhido apoios transversais no arco político. Da esquerda, destacam-se os antigos candidatos presidenciais António Filipe (PCP), Catarina Martins (BE) e Jorge Pinto (Livre). À direita, o apoio provém de figuras do PSD, como Marques Mendes, o autarca do Porto e antigo ministro Pedro Duarte, e Silva Peneda. O centro-direita também se faz representar por nomes do CDS-PP, como Pedro Mota Soares, Cecília Meireles e Diogo Feio, além de Mário Amorim Lopes, líder parlamentar da Iniciativa Liberal.

