Em fevereiro do ano passado, outra reação do clube viguês tornou-se viral ao passarem pelos megafones do estádio o Bella Ciao e o Grândola, Vila Morena..
Redação |
O futebol galego viveu uma semana de forte simbolismo e reivindicação. Após o jogador do RC Celta de Vigo, Borja Iglesias, ter sido alvo de insultos homofóbicos na cidade de Sevilha, por aparecer com as unhas pintadas, a reação na Galiza não se fez esperar. As principais claques celtistas, milhares de adeptos e o próprio clube, uniram-se num gesto de consciência e denúncia que transcendeu a solidariedade com o jogador.
A iniciativa, surgiu da claque Carcamáns Celestes da ilha de Arousa. A convocatória obteve uma receção entusiástica e e foi somando adesões sucessivas. Foi e através das suas contas nas redes sociais, que o Celta de Vigo, também lançou um apelo aos seus adeptos para que pintassem as unhas e comparecessem assim no jogo no Balaídos. A reação dos milhares de adeptos que apareceram no recinto com as unhas pintadas de azul ou preto, transformaram um detalhe estético num manifesto político e social.
Este episódio reforça a imagem de um clube que compete por pontos mas também compete por uma sociedade mais justa.
Em fevereiro do ano passado, outra reação do clube viguês tornou-se viral. O Celta tocou dois hinos antifascistas após os cânticos e saudações nazistas dos ultras do Betis em Balaídos. No intervalo do jogo, soou pelo sistema de som do estádio o Bella Ciao, o hino de luta contra o fascismo italiano. Em plena espera para abandonar o estádio, o sistema de som voltou à carga. O Celta decidiu amenizar a espera dos fascistas para abandonarem o estádio e tocou o Grândola, Vila Morena.

