Logótipo oficial do centenário das aparições

Centenário das aparições assinalado em Fátima e Ponte Vedra

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Celebrações marcaram início de um Ano Jubilar extraordinário e incluíram inauguração de uma exposição temporária unindo os dois lugares.

Redação |

O centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima à irmã Lúcia em Ponte Vedra, foi assinalado com uma série de celebrações solenes tanto no Santuário de Fátima como na cidade galega. Os eventos recordaram os acontecimentos de 10 de dezembro de 1925, quando a Virgem Maria pediu a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados.

Em Ponte Vedra, as comemorações incluíram a abertura oficial de um Ano Jubilar extraordinário, concedido pela Santa Sé para destacar a importância espiritual do Santuário das Aparições (antiga Casa do Instituto de Santa Doroteia), onde a vidente de Fátima residia na época.

A celebração principal na Galiza contou com a presença de várias figuras da hierarquia eclesial, incluindo o arcebispo de Santiago de Compostela, D. Francisco José Prieto, e o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, simbolizando a profunda ligação entre Portugal e a Galiza no contexto do fenómeno de Fátima.

No Santuário de Fátima, o centenário foi integrado no novo ciclo pastoral, que foca a atenção na “estadia” da mensagem de Fátima além-fronteiras. Entre os destaques, esteve a inauguração de uma exposição temporária que reúne objetos e documentos inéditos relacionados com a vida da irmã Lúcia na Galiza e a génese da devoção ao Imaculado Coração de Maria.

As aparições de Ponte Vedra (1925) e, posteriormente, de Tui (1929) são consideradas pela Igreja Católica como o cumprimento das promessas feitas por Nossa Senhora durante a terceira aparição em Fátima, em julho de 1917. Foi na Galiza que Lúcia recebeu as instruções detalhadas sobre a comunhão reparadora e a consagração da Rússia, elementos centrais da mensagem mariana que se espalhou pelo mundo ao longo do último século.

As autoridades religiosas sublinharam que este centenário não é apenas uma recordação histórica, mas um apelo à renovação da fé e à oração pela paz, num momento em que o mundo enfrenta novos desafios globais.

Em 1925, Lúcia de Jesus Rosa dos Santos mudou-se para a Galiza para iniciar o postulantado no Instituto das Irmãs de Santa Doroteia, residindo entre Pontevedra e Tui até 1946. Durante este período, ocorreram três aparições marcantes: a de Nossa Senhora (1925) e do Menino Jesus (1926), em Ponte Vedra, e a da Santíssima Trindade acompanhada de Nossa Senhora (1929), em Tui. Foi também em solo galego que a Irmã Lúcia redigiu as suas quatro primeiras Memórias (entre 1935 e 1941), a terceira parte do Segredo de Fátima (1944) e deu início à obra O Meu Caminho, um relato que mescla memórias e diário.

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