entrada de edifício da unesco com o logotipo

UNESCO lança Museu Virtual de Objetos Roubados

   Tempo de leitura: 2 minutos

Redação |

Para chamar a atenção sobre o problema generalizado dos roubos de artefactos culturais e para combater o tráfico global, a UNESCO lançou o Museu Virtual de Objetos Culturais Roubados, uma plataforma digital imersiva que procura consciencializar e envolver o público. O lançamento oficial foi feito em Barcelona (Catalunha), durante a Conferência Mundial sobre Políticas Culturais e Desenvolvimento Sustentável (MONDIACULT 2025).

O Museu usa tecnologia de modelagem digital, 3D de ponta e realidade virtual para recriar os objetos e fornece textos educacionais, destaca as comunidades afetadas e fornece testemunhos para enfatizar a importância de proteger o património e promover esforços de restituição,

A plataforma apresenta versões digitalizadas de objetos culturais significativos e arranca com cerca de 250 peças iniciais enviados por 56 países estados membros da UNESCO e conta com a colaboração da INTERPOL e com o apoio financeiro do Reino da Arábia Saudita. 

Uma secção do museu virtual destaca casos de restituição bem-sucedidos, para incentivar a cooperação internacional e as boas práticas na devolução de bens culturais roubados, atuando como um apelo à ação global contra o crime organizado que se expande, não só, mas especialmente em zonas de guerra.

No evento de lançamento do Museu Virtual de Objetos Culturais Roubados, a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, declarou que por detrás de cada peça, encontra-se “um pedaço de história, de identidade e de humanidade que foi arrancado aos seus guardiães”; pela sua parte, o diretor-geral adjunto para a Cultura da instituição, Ernesto Ottone, falou num “museu único no mundo, sem paredes mas não sem memória” cujo objetivo não é apenas catalogar peças de valor artístico e histórico mas também enfatizasr que “bens culturais roubados ferem a memória coletiva, rompem cadeias de transmissão cultural entre gerações e impedem a ciência de evoluir.”

O conceito de design do museu virtual foi criado pelo arquiteto burquinês Diébédo Francis Kéré (Prémio Pritzker 2022) e é acessível globalmente para visitantes em todo o mundo.

Na galeria de Portugal, há seis objetos roubados, entre os quais, o quadro “Busto de mulher romana”, de 1882, de Henrique Pousão ou um colar da rainha Dona Maria II. Outras peças como um pingente da antiga cidade de Palmira, um quadro do pintor sueco Anders Zorn ou uma máscara de rituais da Zâmbia, são alguns dos objetos que podem ser vistos no site https://museum.unesco.org/

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