Santiago e Porto recebem comitivas da Flotilha da Liberdade

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Ativistas portugueses e galegos regressam a casa. O grupo navegava com o objetivo de romper o cerco de Israel e abrir um corredor humanitário para o povo palestino quando foram intercetados. Em Compostela foram recebidas na presença da presidente da capital galega

Redação |


A delegação galega e portuguesa da Global Sumud Flotilha, que foi sequestrada pela marinha israelita na semana passada, já regressou. As galegas chegaram na noite deste sábado à Estação Intermodal Castelao, em Compostela, onde foram recebidas por ativistas na presença da presidente da Câmara Municipal da capital galega. Por sua parte, a delegação portuguesa chegou ao Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, na manhã de sexta-feira.

Chegada da delegação galega na estação de Compostela

Sandra Garrido, Ana Fuentes, Alberte Pagán, Andrea Morales, Duarte Ferrín, Xurxo Porritt e Benito González, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Reis Dias membros de ambas delegações relataram a violência a que foram sujeitos durante o período em que estiveram no barco-prisão que os levou para Israel e, posteriormente, já em território israelita.

A interceptação da flotilha de ajuda humanitária no Mar Mediterrâneo por forças militares de Israel gerou forte repercussão diplomática. Organizações civis classificaram a ação unilateral desse governo em águas internacionais como um sequestro.

Em comunicado oficial, a Global Sumud Flotilha informou que a” operação ilegal da marinha israelense contra as embarcações da Global Sumud e da Coalizão Flotilha da Liberdade, ocorreu em águas internacionais após quase 35 horas de agressão naval e violência contínuas“. A abordagem violenta da marinha israelita, teve como resultado que, “todos os participantes que se encontravam a bordo, foram sequestrados“.

No total, foram 428 civis de mais de 40 países, incluindo médicos, jornalistas, estudantes, organizadores, advogados, pais e defensores dos direitos humanos. O grupo navegava com o objetivo de romper o cerco ilegal de Israel, abrir um corredor humanitário para o povo palestino e denunciar o genocídio.

O regresso destes ativistas surge num momento de crescente mobilização internacional contra a ofensiva genocida de Israel. A pressão estende-se agora aos palcos da cultura europeia. Na Bienal de Veneza, milhares de artistas assinaram uma campanha internacional que exige a exclusão do pavilhão israelita, denunciando os “dois pesos e duas medidas” da organização em comparação com o banimento da Rússia. Paralelamente, o Festival Eurovisão da Canção enfrenta um boicote histórico: televisões públicas de Espanha, Irlanda, Países Baixos, Islândia e Eslovénia recusaram-se a transmitir o evento em protesto contra a participação de Israel.

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